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20 a 23 de março de 2019

MOSTRA DE VÍDEO

Auditório do Centro de Artes – CEART

 

14/12 - Quinta-feira

 

16:00h As questões sociais e raciais na fotografia de Eustáquio Neves, de Célia Antonacci.

A fotografia está no limiar da complexidade da modernidade. É uma técnica de representação de nosso olhar que contribui no entendimento do meio social e cultural. As diferentes formas de captura da imagem e sua posterior “revelação” e/ou manipulação constrói narrativas por imagens.

A partir de um ponto de vista bastante singular, tanto político quanto estético, Eustáquio Neves narra em suas fotos como as comunidade africanas dispersas das estruturas de sentimento, produção, comunicação e memória, a que Gilroy (2008: p. 35) chamou de “Atlântico Negro”, vivem os processos silenciados na historiografia do Brasil.

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19:00h O HOMEM ATRAVESSADO. Uma projeção de Fotografia sobre a obra de Mário Macilau, curadoria de Ângela Berlinde

 

A obra de Mário Macilau constitui-se como um dos mais sensíveis e comoventes retratos de Moçambique. Nascido em Maputo ali tem construído o palco da sua missão fotográfica, desenvolvendo uma prática inquieta no campo da fotografia, pautada pelo desconforto e por uma obsessiva busca em torno da fotografia que atravessa o coração dos homens. Esta projeção, realizada a convite da 3ª Edição do Pequeno Encontro de Fotografia de Recife pretende revelar o universo autoral de Mário Macilau à luz da contemporaneidade e da fotografia documental, onde pertence por vocação.

Existe no coração de Macilau um conflito entre a culpa e a necessidade de intervir sobre a realidade que documenta. O seu trabalho representa uma tentativa de “iluminar as vidas frágeis e fugazes dos retratados e de lhes proporcionar um espaço de libertação, onde podem compor a sua imagem e reflectir sobre si próprias.”

No Homem atravessado pela Fotografia está Moçambique visto pelo seu olhar lúcido: a miséria social, a destruição do ambiente e as convulsões radicais do género humano. Nesta terra, Mário Macilau é um narrador com uma câmara pronta e urgente numa mão e na outra um coração.

Ângela Berlinde

Recife, novembro de 2017

MÁRIO MACILAU (1984) vive e trabalha em Maputo, Moçambique.

Mário Macilau nasceu em Maputo durante a fase mais crítica da guerra civil em Moçambique. Com dez anos de idade, Macilau começou a trabalhar num pequeno mercado frequentado pela classe média-alta, na tentativa de sustento da sua família. Macilau viria a iniciar a sua jornada fotográfica em 2003 depois de trocar o celular da sua mãe pela sua primeira máquina fotográfica em 2007. O seu trabalho abrange projetos a longo prazo que se focam nas condições de vida de grupos isolados da sociedade. Como fotógrafo documental Macilau procura abordar as várias faces da condição humana sob a opressão, a injustiça e a pobreza. As obras de Mário Macilau falam de problemáticas políticas, sociais e culturais, em ligação com as transformações radicais do ser humano no tempo e no espaço. O trabalho é um dos seus temas recorrentes, sendo um ponto de referência para a reflexão sobre as realidades laborais. O detalhe e a expressão que imprime nos retratos são a sua marca pessoal que levam o observador a entrar na realidade representada. O estilo de vida de inconformidade que o artista adopta faz da sua arte um objeto de intervenção social, a partir da exploração do sofrimento humano e do fosso entre ricos e pobres. Mário Macilau é um dos fotógrafos moçambicanos com mais mostras internacionais para os seus anos de carreira. O seu trabalho tem vindo a ser reconhecido com vários prémios e está presente regularmente em exibições individuais e de grupo, tanto no seu país de origem como a nível internacional. Recentes prêmios e reconhecimentos incluem Macilau no program de exposições da  United Nations Office, World Press Photo e o Universal Rights Group (2016). Prêmio União Européia para o Meio Ambiente (2015), a Bolsa de Artes da UNESCO-Aschberg (2014), e foi laureado pelo  Africa Centre’s Fountainhead Residency Award (2014). Primeiro prémio The Protection Project, Concurso de fotografia, Washington DC, (2012); Nomeado para o The Prix Pictet, Suiça (2012); Finalista do Hasselblad Master, Suécia (2011); Nomeado para o prémio BES Photo (2011), Lisboa. Recentemente, foi um dos três artistas apresentados no Pavilhão da Santa Sé na 56ª Bienal de Veneza (2015), com um trabalho também apresentado no Volta NY (2016)

15/12 - Sexta-feira

 

16:00h Se eu fosse bruxa. 5 min. Gênero: Drama

UNIVALI - Curso de Fotografia. Professor Responsável: Cleiton Marcos de Oliveira

Desenvolvido na disciplina de Fotografia para Cinema.

Sinopse: Em uma biblioteca, uma menina ao ler um livro de fantasias de folclore entra em contato com os contos de Franklin Cascaes. Ao se deparar com o livro ela fica imersa na história de maneira que consegue observar os personagens e os cenários.

16:10h Vovótube. 5 min. Gênero: Humor

UNIVALI - Curso de Fotografia. Professor Responsável: Cleiton Marcos de Oliveira

Desenvolvido na disciplina de Direção de Vídeo.

Sinopse: Um jovem que tem um sonho de tornar-se um Youtuber famoso, mas sem habilidades para isso, não obtêm sucesso. Sendo assim resolve realizar uma Live e sua avó acessa o computador dele e sem querer faz uma Live e posta nas redes sociais do neto. O vídeo viraliza tornando sua avó famosa.

 

Debate

16:30h Guarda-te lá, que aqui bem fico, de Mauricio Pereira e Daniely Pereira. 20 mim. Gênero: Documentário

O projeto desenvolvido e orientado na Disciplina Imagens e Novas Mídias com Prof.  Roberto Forlin, desenvolvido como trabalho de conclusão de Curso orientado pelo Prof. Ricardo Gallarza.

Sinopse: O casal que mora em Tibagi, na região dos Campos Gerais do Paraná, produziu um documentário sobre o Cânion Guartelá, o maior do Brasil. Assista acima a íntegra de "Guarda-te lá, que aqui bem fico". Localizado na região dos Campos Gerais, entre Castro e Tibagi, o Cânion Guartelá tem mais de 30 quilômetros de extensão e começou a ser escavado há 133 milhões de anos, sendo considerado um registro entre a separação da América do Sul e a África. Rico em fauna e flora, a formação gigantesca é recheada de lindas paisagens, campos, arenitos, cachoeiras, lapas, possui um riquíssimo acervo arqueológico e resguarda a vegetação mais antiga do estado. O documentário ainda fala sobre os guartelhanos, povo local que, há mais de 100 anos vive em plena harmonia com a natureza.