ILHA DE CADA UM

Primeiro ato: A ILHA QUE HABITAMOS


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Circuito Galeria

Um coletivo de fotógrafos formado para  pensar e motivar o envolvimento com a  fotografia.


Claudio Brandão, Kleber Steinbach, Luciana Petrelli, Markito, Otavio Nogueira, Ronaldo Andrade, Soninha Vill e Walmor de Oliveira.  Oito Fotógrafos experientes, com  currículos e produções voltada à Fotografia, e que em 2015 uniram-se e criaram a Circuito Galeria, apresentando ao público uma nova atitude sobre fazer e pensar fotografia.


A ideia do coletivo é estudar, pesquisar e desenvolver a fotografia contemporânea e criando projetos e  levando esta  paixão  ao publico  observador. Quebrar alguns paradigmas e desafiar a constante  falta de rotina em conviver com a arte faz parte  do objetivo do grupo que através da Circuito Galeria vai oferecer eventos, encontros e  papos com os artistas. E para expor estas novidades  eles estão Koerich Beiramar Office, na av. Mauro Ramos, em Florianópolis, a exposição A ILHA DE CADA UM.


São 16 fotografias onde oito  olhares  mostram a ilha que habitamos em fotos em P&B e em cor, em formatos e suportes diferentes que contam uma história, algumas vezes através de memórias afetivas.


No espaço da Circuito os visitantes encontrarão uma ótima biblioteca  para estudos e pesquisas sobre a arte da fotografia, que além de estar aberta diariamente, promove as quartas-feiras, entre 19 e 21h, conversas e workshops sobre o prazer de ver e fazer fotografia.


“A construção da narrativa é uma  das etapas  mais significativa no processo do trabalho, pois será a partir desta busca do que dizer e do que mostrar  que teremos a autoria das imagens. Num momento em que tudo é  self e todos são seus próprios fotógrafos,  criar conteúdo faz toda a diferença”, destaca Luciana Petrelli.


E mais, proposta do coletivo é trabalhar para que a sociedade perceba a fotografia como a arte. Não bastam imagens fantásticas e de qualidade, o encadeamento dessas imagens é que faz com que as pessoas desenvolvam o interesse, reflitam e procurem conhecer o que está contido naquela imagem.


A composição dos artistas/fotógrafos para o espaço atende ao conceito da pesquisa individual, trabalhada e produzida em grupo.  A impressão em fine art é para que a história contida na imagem perdure e possa passar por gerações.


O projeto teve sua primeira iniciativa  no espaço Casa Cor, já com a finalidade de criar competência e seguir com a Circuito quebrando paradigmas, levando  informações e construindo  ambientes para que a arte fotográfica torne-se parte da rotina, das conversas e dos interesses da sociedade. Este é um dos objetivos da Circuito, fomentar a paixão pela fotografia.

 

Sobre o que o público vai encontrar

 

Soninha mostra sua  poética sutil ao apresentar  a fotografia de natureza em puro  estado de exuberância e ao mesmo tempo em  plena  transformação, a fragilidade dos morros que encantam, aos poucos desaparecem de nossos vistas, tornando-se  a memoria do que perderemos. 


Ronaldo traduz em suas produções as tradições da ilha, retrata a vida do pescador, a cultura que faz parte do comportamento mané, e busca na luz do amanhecer conviver com homens corajosos que seguem buscando sua fonte de vida na pesca.

 

Kleber traz um olhar noturno, apresentando a natureza em estado selvagem, solitário no na captura da imagem, ele move-se buscando contato com sonhos e  criando ficções.

 

Walmor foi buscar  nos passeios em família a memória de sua infância. Luz de Outono com suas sombras longas, dias curtos e temperatura morna, Walmor lembra com afeto das conversas mudas  desta época e refaz o percurso criando imagens de sonho.


Brandão morando no centro da cidade entre a fábrica de rendas e a fábrica de gelo  sente-se íntimo deste  trajeto. Foram muitas  vezes que junto com a turma de amigos passavam curiosos pelo som das máquinas em plena atividade para seguir até a beira do mar e voltar satisfeitos com o atrevimento de andar soltos chupando  gelo. Mais tarde como fotografo faz vários ensaios fotográficos neste mesmo, uma vez para um projeto de moda da UDESC e mais tarde já na documentação da desmontagem das máquinas da mesma fábrica que para ele era um mistério.

 

Markito reafirma sua característica trabalhando muito com a sombra projetada pela luz definida e firme. Cria volumes, formas e grafismo, incorporando a arquitetura urbana as imagens que produz. Procura sair pelo centro procurando uma cidade pouco habitada para traduzir a vida humana em breves relatos. criando contrapontos, mas também fazendo com

 

Otávio nos conta através de suas fotos  uma história ou comenta um fato, se intitula um cronista da Ilha. Suas imagens muitas vezes são reveladas a partir do olhar de uma criança ou mesmo de uma Garça, com ironia e humor ele nos conta o que o outro assiste.

 

Luciana traz um recorte dos vestígios de uma cidade que se transforma a cada dia, deixando muitas vezes a memória em desafeto com a historia humana.  Busca  através de detalhes delicados  rastros dos esqueletos abandonados.


Todas as fotografias traduzem uma ilha que nos últimos anos  passou por um grande processo de mudança, tanto cultural quanto estrutural e com isto o comportamento vem sendo alterado, para esta apresentação os fotógrafos editaram as imagens a partir da ideia de construir uma narrativa  juntos sobre memoria afetiva e desta forma levar a reflexão do viver contemporâneo.


Além do propósito do pensar a arte, os integrantes do Circuito Galeria também trazem à tona toda a cadeira produtiva envolvida, mobilizando e fomentando a economia, que mobiliza um mercado em crescimento no Brasil, envolvendo fotógrafos, Impressores, produtores, designer gráfico, educadores, e tratadores de imagens, que fazem parte da sustentabilidade da arte e cultura.



SERVIÇO

Lançamento da exposição A ILHA DE CADA UM

Primeiro ato: A ILHA QUE HABITAMOS

Quando: até janeiro de 2016

Local: Koerich Beiramar Office, na avenida Mauro Ramos, nº 1.970, sala 11, em Florianópolis

Horário para visitas de segunda a sexta das 13h30 às 19h. Outros horários sob agendamento.

Entrada gratuita