Orlando Azevedo

Marinhas -  Arqueologia da Morte

Abertura dia 06 de Outubro 

“Se vale a pena viver

E se a morte faz parte da vida

Então,

Morrer também vale a pena…

”Immanuel Kant

 Verdadeiros achados e fósseis em transformação Orlando Azevedo os transporta para seu atelier onde os fotografa em câmeras de grande formato e com chapas de filme rígido, visando um resultado técnico e estético de excelência.


“Sempre olhei e mergulhei no horizonte infinito em busca de descobrir o que encontrava e existia além. Minha imaginação viajava entre sonhos e pesadelos, nuvens e raios. Assim criava um país desconhecido e, em meu íntimo fazia dele meu grande cúmplice de rasgar a paisagem sabida e certa, como um novelo interminável de fios de seda. Sou um ilhéu e sempre tive em minha memória e história o heróico grito de quebrar a pátina do contido. O barulho das ondas numa meteórica cavalaria de explosões e de vulcões em erupção.” Orlando Azevedo”.

Boris Kossoy, fotógrafo, historiador e considerado o mais importante pesquisador de fotografia da América Latina assim descreve a obra do artista:

“Orlando Azevedo é esse explorador que busca conexões, vive para isso e por isso. O fotógrafo da terra se volta agora ao mar. Segue em busca do dado e da fantasia. Do físico e do imaginário, da paisagem e do desejo, da vida, em suas diferentes formas, em seu esplendor – como vimos em seu clássico Coração do Brasil e em várias outras obras – e em seus vestígios arqueológicos. Um fotógrafo que não estaciona no aparente, pesquisa a alma do ser, do objeto, do vestígio que descobre. E nos mostra que o aparente tem múltiplas faces. Assim Orlando Azevedo pensa o mundo da representação. Um esforço em tornar o regional, universal. Arqueologia da morte, um comprometimento de vida.”

Visitação de 07 de Outubro a 15 de Novembro

Local – Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Souza

Praça Quinze de Novembro, 227
Esquina com Rua Tenente Silveira
Centro, Florianópolis / SC